26 junho, 2010

Portugal 0-0 Brasil - Espanha é o que nos espera nos Oitavos de Final


Terminou num sempre tristonho 0-0, o esperado embate entre Portugal e Brasil, resultado que permite à Selecção nacional seguir para os oitavos de final, onde vão defrontar a campeã da europa - Espanha.

Terminada a fase de grupos, Portugal somou uma única vitória (7-0 à Coreia do Norte) e dois nulos frente a Costa do Marfim e Brasil. A equipa das Quinas conseguiu a marca de 19 jogos sem derrotas (a última 6-2 com este mesmo opositor), tendo sofrido somente três golos durante este período.


No belissímo estádio de Durban, apesar da actuação segura da defesa e do meio-campo, ficou claro que o resultado só não foi melhor porque faltou um pouco mais de ousadia à equipa treinada por Carlos Queiroz, nem tanto pelo esquema táctico no início do jogo, mas por não ter aproveitado as poucas, mas boas oportunidades que surgiram. Aliás, mais uma vez, Queiroz surpreendeu, mexendo no esquema e na constituição da equipa. Não foi tão eficiente na mudança dos jogadores como na goleada sobre a Coreia do Norte, mas, pode-se dizer, acertou nas suas pretenções de qualificação.

Com um esquema de 4-3-3 adaptado para uma forma mais defensiva, Carlos Queiroz deixou os avançados Liedson e Hugo Almeida no banco. Fez entrar Danny e Duda e tirou Simão, jogando, na verdade, num 4-5-1. Manteve Tiago e Raul Meireles no meio, mas deixou Cristiano Ronaldo sozinho no ataque à sua sorte.

Todos pensavam que Queiroz fosse apostar nas limitações do lado esquerdo do Brasil, devido aos espaços que deixava Michel Bastos (para mim a parte mais fraca da defesa) nas suas constantes subidas. Curiosamente, CQ fez entrar a sua terceira opção para lateral direito: o defesa central Ricardo Costa (que como sabemos, de lateral não tem nada!). Ou seja: nada de aventuras, apenas teria função de contenção. No lado esquerdo, Duda voltou a fazer uma partida mediana, e aí coube a Fábio Coentrão, a grande revelação do Mundial na posição, subir à frente quando necessário.


Na primeira parte, Portugal passou por algumas complicações, mas podemos aprovar a exibição de Ricardo Carvalho e Bruno Alves que foram bastante seguros e Eduardo (excelente mundial) na baliza calou de vez os critícos, especialmente após a grande defesa no remate de Nilmar. Pepe, outra surpresa na equipa de Queiroz, mostrou estar visivelmente sem ritmo para substituir Pedro Mendes (que acabou entrando no seu lugar na segunda parte).

Na segunda parte, porém, a selecção portuguesa cresceu e teve o seu melhor período. O meio-campo e a defesa portuguesa anularam de vez qualquer tentativa ofensiva de um Brasil sem nenhuma imaginação, deixando claro que o plano de Queiroz dava resultado. Preencher o meio-campo e impedir a penetração da equipa canarinha. Além disso, Simão (entrou no lugar de Duda) e Danny empurram a nossa equipa mais para a frente, e até Cristiano Ronaldo, que esteve muito apagado no primeiro tempo, apareceu, ainda que claramente necessitando de um outro companheiro para o ataque. Mesmo assim, a grande oportunidade do jogo pertenceu a Raúl Meireles, que beneficiando de um ressalto de bola na àrea brasileira, no frente-a-frente com Júlio César não conseguiu marcar.

O nulo no marcador bastou para levar Portugal à segunda fase pela quarta vez na história dos mundiais, e deixou uma boa impressão sobre a capacidade defensiva da equipa nacional. A fase de grupos também revelou que Raul Meireles e Tiago, entendem-se muito bem no miolo do terreno e que conseguem travar,subir e criar lances para os jogadores mais adiantados. Mas o grande nome é Fábio Coentrão, apesar de Cristiano Ronaldo ter sido eleito pela FIFA o melhor em campo nas três partidas realizadas até o momento.

Da mesma forma, porém, mostrou que Carlos Queiroz não precisa ser tão cauteloso/defensivo. Conta com um CR7, que mesmo sem brilhar plenamente pela selecção, consegue criar lances perigosos e assustar as defesas rivais, e até por isso, não pode deixá-lo sozinho na frente. Também não é justo colocá-lo fixo numa ponta do campo - geralmente, Cristiano Ronaldo tem descaído pela esquerda, justamente um dos sectores mais congestionados do nosso ataque. A questão não Ronaldo jogar no centro, mas não ficar sozinho na frente.


Em conclusão, contra o Brasil , bastava um empate, contra a Espanha só a vitória vai interessar (a não ser que acreditem nos penáltis durante 120 minutos!). E será uma partida bem mais complexa, tendo em vista o poderoso meio-campo dos "nuestros hermanos" e o ataque Torres-Villa. Após este jogo com os brasileiros, é difícil não crer que Queiroz voltará a congestionar o meio-campo e confiar na até agora impenetrável defesa. Tudo bem. No entanto, precisará de mais alguém com Cristiano Ronaldo na frente. Dar mais liberdade a Coentrão, fazer regressar Simão ou tentar Deco, colocar Miguel ou Paulo Ferreira na direita.

                                Em Copacabana no Rio de Janeiro, durante o Portugal vs Brasil

Vídeo

Portugal 0-0 Brasil


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Parte 1
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Fotos: AP

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1 comentário:

  1. Oh Queiroz deixa mas é de inventar e alinha com a equipa que jogou com a Coreia. Isto de jogar na retranca não é para nós! Prfiro ser eliminado recordado por um futebol positivo, do que sair pela portta pequena e rotulado de Grécia II!!!

    E já agora, os espanhóis não metem medo nenhum, aquilo é sempre o mesmo jogo trocar a bola. Temos é que fazer pressing a todo o campo que eles até se borram.

    Força Portugal

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